Luís de Camões

From Quotes
Love is the only sane and satisfactory answer to the problem of human existence.
Erich Fromm
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Luís Vaz de Camões or de Camoens (c. 15241580-06-10) is considered the national poet of Portugal. He wrote lyric poems in both Portuguese and Spanish, but is best remembered for his Os Lusíadas, an epic about the voyages of Vasco de Gama.

Sourced

  • Transforma-se o amador na cousa amada,
    Por virtude do muito imaginar;
    Não tenho, logo, mais que desejar,
    Pois em mim tenho a parte desejada.
    • The lover becomes the thing he loves
      By virtue of much imagining;
      Since what I long for is already in me,
      The act of longing should be enough.
    • Sonnet, "Transforma-se o amador na cousa amada", line 1; translation by Richard Zenith. [1]
  • Amor é fogo que arde sem se ver,
    É ferida que dói, e não se sente;
    É um contentamento descontente,
    É dor que desatina sem doer.
    É um não querer mais que bem querer;
    É um andar solitário entre a gente;
    É nunca contentar-se de contente;
    É um cuidar que ganha em se perder.
    • Love is a fire that burns unseen,
      A wound that aches yet isn't felt,
      An always discontent contentment,
      A pain that rages without hurting,
      A longing for nothing but to long,
      A loneliness in the midst of people,
      A never feeling pleased when pleased,
      A passion that gains when lost in thought.
    • Sonnet, "Amor é fogo que arde sem se ver", line 1; translation by Richard Zenith. [2]
  • Os bons vi sempre passar
    No mundo graves tormentos;
    E para mais me espantar,
    Os maus vi sempre nadar
    Em mar de contentamentos.
    • Ever in this world saw I
      Good men suffer grave torments,
      But even more –
      Enough to terrify –
      Men who live out evil lives
      Reveling in pleasure and in content.
    • "Esparsa ao desconcerto do mundo", line 1; translation from Henry Hersh Hart Luís de Camões and the Epic of the Lusiads (1962) p. 111.

Os Lusíadas (The Lusiads)

English quotations and page-numbers are taken from the 1826 translation by Thomas Moore Musgrave.

  • E também as memórias gloriosas
    Daqueles Reis, que foram dilatando
    A Fé, o Império, e as terras viciosas
    De África e de Ásia andaram devastando;
    E aqueles, que por obras valerosas
    Se vão da lei da morte libertando;
    Cantando espalharei por toda parte,
    Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
    • The great achievements of their martial kings,
      Who spread the Christian Faith where'er their arms
      Prevail'd, in Asia, and in Africa,
      Idolatrous and superstitious rites
      Extirpating; and those, too, whose exploits,
      From death's oblivion their names redeem'd:
      These let me sing, and wide extend their fame,
      If to such themes my Muse may dare aspire.
    • Canto 1, st. 2, p. 1.
  • Ó grandes e gravíssimos perigos!
    Ó caminho de vida nunca certo:
    Que aonde a gente põe sua esperança,
    Tenha a vida tão pouca segurança!
    No mar tanta tormenta, e tanto dano,
    Tantas vezes a morte apercebida!
    Na terra tanta guerra, tanto engano,
    Tanta necessidade avorrecida!
    Onde pode acolher-se um fraco humano,
    Onde terá segura a curta vida,
    Que não se arme, e se indigne o Céu sereno
    Contra um bicho da terra tão pequeno?
    • What perils, numberless and imminent,
      Ceaseless assail Life's mutable career!
      Ev'n where we center all our fondest hopes,
      They vanish like an unsubstantial dream.
      At sea, what storms, what losses, man endures!
      What cruel deaths the waves for him prepare!
      On land, what sanguinary wars, what guile,
      What wretchedness, what misery, prevail!
      To what asylum shall frail man retreat?
      Where pass secure the narrow span of life,
      That placid Heaven, unruffled, may not launch
      Its thunderbolt against so poor a worm.
    • Canto 1, st. 105-106, pp. 37-38.
  • Queimou o sagrado templo de Diana,
    Do subtil Tesifónio fabricado,
    Heróstrato, por ser da gente humana
    Conhecido no mundo e nomeado:
    Se também com tais obras nos engana
    O desejo de um nome avantajado,
    Mais razão há que queira eterna glória
    Quem faz obras tão dignas de memória.
    • If chaste Diana's consecrated Fane,
      Rais'd by the wondrous skill of Ctesiphon,
      To sacrilegious flames was sacrific'd
      By Eratostratus, to blazon forth
      His name; if such unholy deeds are wrought
      Vain-glory to perpetuate; how much
      More due is deathless fame to him, whose acts
      Are worthy of eternal memory!
    • Canto 2, stanza 113, p. 80.
  • Ó Rei subido,
    Aventurar-me a ferro, a fogo, a neve
    É tão pouco por vós, que mais me pena
    Ser esta vida cousa tão pequena.
    • O Mighty King! The perils of the sword,
      Or fire, or frost, I nothing estimate;
      But much I grieve that life must circumscribe
      The limits of my zeal.
    • Canto 4, st. 79, p. 165.
  • Pois vens ver os segredos escondidos
    Da natureza e do úmido elemento,
    A nenhum grande humano concedidos
    De nobre ou de imortal merecimento,
    Ouve os danos de mim, que apercebidos
    Estão a teu sobejo atrevimento,
    Por todo o largo mar e pela terra,
    Que ainda hás de sojugar com dura guerra.
    • Com'st thou to penetrate the mysteries
      Of nature, and this humid element,
      Which to no mortal yet have been reveal'd,
      Whate'er his merit, or his deathless fame?
      But listen! Thou shalt know what punishments
      For thy bold daring are by me prepar'd,
      Which on the spacious deep thou shalt endure,
      And 'midst the regions thou shalt yet subdue
      By force of arms.
    • Canto 5, stanza 42, pp. 191-192.
  • Ó quanto deve o Rei que bem governa,
    De olhar que os conselheiros, ou privados,
    De consciência e de virtude interna
    E de sincero amor sejam dotados!
    Porque, como este posto na suprema
    Cadeira, pode mal dos apartados
    Negócios ter notícia mais inteira,
    Do que lhe der a língua conselheira.
    • With what solicitude the King who wields
      His scepter'd power with justice, should select,
      To aid his counsels, Sages most endow'd
      With skill and conscientious rectitude!
      He who is plac'd upon the Royal Throne,
      For knowledge of the high concerns of State,
      Must, on the wisdom and fidelity
      Of his chief Counsellors, mainly rely.
    • Canto 8, st. 54, p. 306.
  • Quem faz injúria vil e sem razão,
    Com forças e poder em que está posto,
    Não vence; que a vitória verdadeira
    É saber ter justiça nua e inteira.
    • He who, solely to oppress,
      Employs or martial force, or pow'r, achieves
      No victory; but a true victory
      Is gain'd, when justice triumphs and prevails.
    • Canto 10, st. 58, p. 381.

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